SÃO PAULO BATE RECORDE DE INTERNAÇÕES POR COVID-19 COM MAIS DE 2 MIL PACIENTES EM HOSPITAIS; HC TEM 77% DOS LEITOS DE UTI OCUPADOS
15/04/2020
A Secretaria de Saúde de São Paulo afirmou que estado tem nesta terça-feira (14) mais de 2 mil pacientes internados para tratar o novo coronavírus, um recorde desde o início da pandemia, segundo a pasta. Atualmente são 1.111 pessoas em leitos de UTI e 1.042 em enfermarias.
"O número de dias que esses pacientes ficam internados em ambientes de UTI não é inferior a 14 dias e muitas vezes 21 dias ou mais. Isso significa que você rodizia poucos os leitos de UTI, não têm movimento de entra e sai em dois ou três dias", afirma o diretor do Centro de Contingenciamento, David Uip.
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Em coletiva de imprensa nesta tarde também foram divulgados os hospitais da capital com maior taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva.
O maior número foi registrado no Hospital Sancta Maggiore Higienópolis, com 83%. Em seguida, aparecem Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (77%), Hospital Municipal do Tatuapé (77%), Conjunto Hospitalar do Mandaqui (76%) e Santa Casa de São Paulo (71%).
Embora a taxa supere 80% em alguns hospitais da capital, o secretário da Saúde, José Henrique Germann, afirmou que no estado como um todo a taxa de ocupação de UTI é de cerca de 60% atualmente.
"Nós temos no estado 7 mil leitos públicos de terapia intensiva, sendo que aproximadamente 3.700 são destinados a pacientes adultos. Eles estavam trabalhando [antes da pandemia] em uma ocupação em torno de 70, 75% e agora eles estão trabalhando em uma ocupação de 60%. Essa diminuição se dá por uma coisa que o dr David Uip falou: a população se retrai, você tem menos acidente e assim por diante", afirmou.
Balanço de casos
Em coletiva de imprensa nesta tarde, o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, David Uip, também apresentou a atualização dos casos da doença. O número de mortes subiu para 695 e os casos confirmados totalizam 9.371.
Do total de mortos, 409 são homens e 286 são mulheres. O governo também detalhou o número de mortes de acordo com a comorbidade, ou seja, com a doença pré-existente. Em primeiro lugar estão as cardiopatias (379), seguida por diabetes (258).
Das 695 mortes, 561 vítimas tinham mais de 60 anos. Já entre os casos, a maior parte dos infectados tem entre 30 e 60 anos: 5.803 infectados.
G1 SP — São Paulo