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Grupo Tremendas Vozes se apresenta na Santa Casa

Apresentações da orquestra da Escola de Música de Piracicaba e dos irmãos Cavale também estão agendadas

 

O grupo de coral Tremendas Vozes, da Associação Brasil Parkinson – Núcleo Piracicaba (Colibri) se apresentou no saguão da Santa Casa de Piracicaba na manhã do último dia 26  de novembro. Os integrantes, em sua maioria, são portadores da doença de Parkinson e encontraram no coral uma forma de interagir com as pessoas para levar mensagens de esperança. 

 
O Tremendas Vozes surgiu em 2010 e hoje conta com 30 participantes. De acordo com a presidente da Associação, Silvia Helena Rigoldi Simões, a doença de Parkinson é rodeada de muito preconceito e as pessoas diagnosticadas com ela tendem a ter vergonha e preferem se isolar. “O Parkinson é uma doença crônica neurológica e sem cura. No entanto, existem tratamentos que vão além dos medicamentos e melhoram a qualidade de vida dos pacientes; a música é uma delas”, explica.
 
Diagnosticada há 12 anos com a doença, Silva conta que a música trouxe muitos benefícios em sua vida e brinca: “o nome tremendas vozes de nosso coral também é uma brincadeira sobre o Parkinson, que tem entre os sintomas, a tremedeira. Foi uma forma divertida que encontramos para que os pacientes encarem a situação com mais leveza”, salienta.
 
Atualmente, o coral é regido pela musicista, pianista e pedagoga Hilara Crestana, que tem entre suas especialidades a musicoterapia. A equipe também conta com a atuação do pianista Lucas Bueno Dias, que acompanha os coralistas.
 
Entre os participantes do coral está o especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e implantodontia da Santa Casa de Piracicaba, Pérsio Azenha Faber. “Estou há três meses no  coral e isso tem feito muito bem pra mim. Antes dos ensaios, os participantes se encontram na Associação e conversam sobre os mais variados temas com palestras técnicas relacionadas ao Parkinson”, salienta.
 
A Associação foi fundada em 1992, em Piracicaba, e sua atuação é voltada para informação, integração, inclusão dos parkinsonianos, graças ao trabalho de uma equipe de voluntários extremamente comprometidos com a Associação. Os integrantes participam de musicoterapia, coral, palestras e sessões de fisioterapia. Têm também passeios de lazer, como a viagem para o Bertioga, em parceria com o Sesc. Também participam de atividades esportivas, a exemplo do que ocorreu na última edição dos jogos da terceira idade, quando a equipe do Colibri ficou em primeiro lugar na disputa do dominó.
 
“Programamos este tipo de atividade, para que os pacientes de Parkinson possam ter mais qualidade de vida. Quando o paciente é diagnosticado com Parkinson, seu cérebro deixa de produzir a dopamina, que é um neurotransmissor, ou seja, uma substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas. Ela auxilia na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. O estímulo é muito importante e esses encontros auxiliam os portadores a conviver de maneira mais harmônica com a doença”, enfatiza Silvia.
 
Ainda dentro da programação alusiva ao Natal, a Santa Casa receberá, às 19h do próximo dia 6 de dezembro, integrantes da orquestra da Escola de Música de Piracicaba (EMPEM), que se apresentam no saguão principal do Hospital. No dia 9, às 10h, o trio dos Irmãos Cavale, alunos da EMPEM, se apresentam na Pediatria Menino Jesus, de atendimento exclusivo ao SUS.