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SANTA CASA DE PIRACICABA PROMOVE WORKSHOP SOBRE RESSONÂNCIA QUE DETECTA CÂNCER DE PRÓSTATA
27/10/2017

Na última terça-feira (24), os médicos radiologistas Paulo Hatschbach e Alexandre Borges, coordenadores do Instituto de Radiologia da Santa Casa de Piracicaba, receberam uma equipe de urologistas de Piracicaba e região para apresentação da mais recente tecnologia utilizada para detecção do câncer de próstata: a ressonância magnética da próstata, que dispensa o uso da bobina endorretal.

Isso porque, em vez de se submeter a uma biópsia, homens com suspeita de câncer de próstata já podem realizar uma simples ressonância magnética e ter o dobro de chances de detectar corretamente a gravidade do tumor, que já se apresenta como o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens. “É o que revela estudo publicado recentemente pela revista médica The Lancet”, disse Hatschbach, que esteve recentemente nos Estados Unidos acompanhando a aplicabilidade da técnica.

O estudo mostrou que a ressonância magnética capta 93% dos cânceres agressivos na próstata, em comparação com 48% detectados por meio da biópsia,  que consiste na retirada de uma amostra de tecido para testes laboratoriais. “Os resultados podem estimular mudanças na prática médica, já que o exame é considerado o maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata das últimas décadas”, disse o radiologista.

A explanação da nova técnica foi realizada pelo médico radiologista Alexandre Borges,  que ministrou palestra sobre Os Avanços em Ressonância Magnética da Próstata com Estudo Multiparamétrico.  “Muitos pacientes não se submetem à ressonância de próstata com bobina endorretal e acabam ficando sem o diagnóstico, impedindo que o  tratamento ocorra no estágio inicial da doença”, disse.

Segundo Borges,  um dos pioneiros no Brasil em biópsia de próstata guiada por Ressonância Magnética, com mais de 15 anos de experiência nesta área, estima-se que no biênio 2016/2017, 61 mil casos novos desse tipo de câncer sejam diagnosticados entre os brasileiros. “Apesar da alta incidência, a próstata permanece como o único órgão onde o diagnóstico é feito através de biópsias para coleta de 12 amostras aleatórias da próstata, sem identificar de forma precisa onde está o nódulo tumoral”, disse. Outra desvantagem é que, em muitos casos, a biópsia não é capaz de colher uma amostra do nódulo tumoral.

Borges revela que, ao realizar a biópsia guiada por ressonância magnética, a localização do nódulo suspeito identificado neste exame pode ser reproduzida com precisão no ultrassom para guiar a biópsia, através de softwares especiais.


Fonte: Santa Casa de Piracicaba