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FEHOSP ENTREVISTA PALESTRANTE DO 29º CONGRESSO FEHOSP, JOMARA ALVES DA SILVA
04/03/2020

A consultora especializada, presidente do Grupo de Inovação em Saúde da PBH e professora em cursos de MBA da PUC e da FDC, Jomara Alves da Silva, é uma das palestrantes confirmadas para o 29º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo. Confira entrevista:

O que a senhora abordará em sua palestra?

A palestra irá abordar as estratégias criadas na Secretaria Municipal de Saúde e alguns resultados alcançados para enfrentar a realidade do subfinanciamento do SUS e a realidade existente de haver desperdícios e ineficiências na gestão dos serviços de saúde. Para isso, irei abordar os desafios existentes na gestão dos serviços de saúde, as oportunidades decorrentes de tais desafios, algumas estratégias que foram adotadas no município de BH para a melhoria da gestão rede própria e contratada de serviços.

Quais são as experiências exitosas com a rede SUS de Belo Horizonte?

Irei detalhar melhor na minha palestra. Mas vale destacar, por exemplo, que o município está conseguindo ampliar atendimentos na atenção primária, especializada e hospitalar com menos recursos.

Como as entidades filantrópicas podem se preparar para “melhores caminhos” na área da saúde?

Investindo em estratégias de melhorias de gestão. Para isso, é imprescindível fazer sempre um bom diagnóstico para a tomada de decisão ou para propor qualquer tipo de mudança ou investimento. Investir em gestão da informação é fundamental para se ter um bom diagnóstico. Certamente, os caminhos para melhorias da gestão passarão por um bom planejamento, em ter foco, em investimento em tecnologia, em melhoria nos processos de trabalho, em gestão inteligente dos recursos e investimento em formação, capacitação e treinamento dos colaboradores.

Para a senhora, quais são os principais desafios do setor filantrópico?

Enfrentar o problema da crise econômica do País, que leva ao agravamento da falta de recursos e do subfinanciamento. Enfrentar a questão do aumento dos custos dos serviços de saúde. A inflação da saúde historicamente é maior do que a inflação, o que aumenta o problema da falta de recursos financeiros. Enfrentar o problema dos desperdícios e ineficiências existentes na gestão dos serviços de saúde, entendendo-as como sendo oportunidades.

Adotar a medicina baseada em evidências como estratégia para tomada de decisões.

Estruturar a gestão dos serviços centrada no paciente. Manter educação permanente para os colaboradores, com abordagem além da formação e atualização dos processos assistenciais, em atualização das ferramentas e dos processos de trabalho, em gestão dos serviços e dos recursos (financeiros, insumos, processos e etc.).

Qual é a principal inovação no setor da saúde a senhora acredita que seja mais importante para o País? Por quê?

A principal inovação está na simplicidade, no pensamento sistêmico focado em simplificar os processos de trabalho. Ter em mente a premissa menos é mais.


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